o general que salvou a democracia brasileira

O ANTAGONISTA

Deve-se ao general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, a preservação da democracia brasileira.
No segundo governo de Dilma Rousseff, os petistas queriam decretar o estado de defesa e jogar o Exército contra os manifestantes que exigiam o impeachment da petista. Villas Bôas recusou enfaticamente o golpe.
Na véspera do julgamento de um habeas corpus de Lula no Supremo Tribunal Federal, poucos dias antes de o petista se tornar oficialmente presidiário, quando se tentava reverter a prisão de condenados em segunda instância para evitar que o chefe da Orcrim fosse para a cadeia, Villas Bôas mandou um recado pelo Twitter: “O Exército julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”.
O recado foi para o STF e também para os granadeiros dispostos a entrar na aventura de uma intervenção militar.
No Supremo, Celso de Mello chiou contra os “pretorianos”, mas o golpe jurídico em favor de Lula, para mantê-lo livre e torná-lo candidato à Presidência da República, não passou.
Os granadeiros se acalmaram.
Os petistas, é claro, se disseram horrorizados.
Lindbergh Farias chamou o general de “chantagista”; Gleisi Hoffmann disse que a frase era o “veneno da democracia”.
Villas Bôas respondeu, dizendo que as reais ameaças à democracia são a corrupção e a impunidade.
O outro lado calou-se.
Após as eleições, o general comentou sobre o tuíte que “a coisa poderia fugir ao nosso controle se eu não me expressasse”.
Durante a greve dos caminhoneiros que parou o Brasil, o general voltou às redes sociais para dizer que o Exército, que havia sido convocado pelo presidente Michel Temer por meio do decreto de Garantia de Lei e Ordem, agiria, “como sempre”, com base na Constituição Federal.
No período de pré-campanha, Villas Bôas encontrou-se com diversos presidenciáveis, entre eles Marina Silva (Rede), Manuela D’Ávila (PCdoB), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT).
Com Ciro Gomes não teve papo, já que o pedetista chegou a dizer que, em um eventual governo seu, “militar não fala em política” e o comandante do Exército “provavelmente pegaria uma cana”. Os militares reagiram ao “destemperado”.
Sobre Lula, o general disse o óbvio: a candidatura de um presidiário à Presidência seria “uma afronta à Constituição”.
Passadas as eleições, o general influenciou fortemente na escolha dos ministros militares. De Augusto Heleno a Fernando Azevedo e Silva, todos são, de alguma forma, ligados a ele.
Repetindo: deve-se ao general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, a preservação da democracia brasileira.

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