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Sonho realizado: Dois bailarinos de Rondônia são aprovados na seleção da escola de balé Bolshoi

Alunos vão estudar na escola de Bolshoi de Joinville, no estado de Santa Catarina. Processo seletivo contou com três etapas divididas entre avaliações físicas, cognitivas e artísticas.

Dois representantes de Rondônia foram classificados para fazer parte da mais importante escola de balé do mundo, a Bolshoi. A seletiva internacional aconteceu entre os dias 19 e 21 de outubro em Joinville (SC). Com quase seis mil inscritos, apenas 40 alunos foram selecionados para fazer parte turma de 2019.

O recorde nas inscrições é mais uma demonstração da concorrência e talento dos selecionados. Caio Jullyano Monteiro de Araújo, de 11 anos e Mirela Amorim Leão, de 10 anos, começaram em épocas diferentes no balé, mas nutrem o mesmo amor pelas sapatilhas, além da alegria de fazer parte e contribuir para a história da dança em Rondônia.

A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é uma tradicional instituição de balé que funciona em Joinville. A pré-seleção aconteceu em Rondônia pela primeira vez e contou com 250 inscritos, desses, 14 foram disputar as vagas em Joinville. Uma competição de gente grande, que contou com três etapas divididas entre avaliações físicas, cognitivas e artísticas, tudo para selecionar apenas os melhores para a única filial da Escola Bolshoi no mundo.

Bailarinos estudarão por oito anos na escola Bolshoi  — Foto: Mirela Leão/ Arquivo pessoal

“Quando pensamos em balé, pensamos em bailarinos russos, porque eles são a marca de excelência. E nós temos o privilégio de ter a única filial dessa escola russa aqui no Brasil. Esse ano foi extremamente concorrido, participamos [como estado de Rondônia] pela primeira vez e já tivemos esse resultado, isso é super expressivo”, comenta Edcléia Jucá, professora de Mirela.

Os Aprovados

Filho de um servidor público e uma profissional da beleza, Caio Jullyano, faz balé há um ano, nem mesmo as limitações financeiras, puderam ofuscar o talento do garoto, que já era nítido, muito antes do resultado da seleção. Na vida de Caio, o balé surgiu por influência da sétima arte, através de um filme que o amor pela dança foi despertado.

Caio Jullyano faz balé há um ano — Foto: Caio Jullyano/ Arquivo pessoal

Caio Jullyano faz balé há um ano — Foto: Caio Jullyano/ Arquivo pessoal

“Minha filha de seis anos, queria assistir a um filme chamado “Bailarina”, daí eles assistiram e começaram a fazer os movimentos aqui em casa. O Caio já tinha flexibilidade. No início, meio que a gente não dava muita bola, tinha aquele receio. Até que um dia procuramos uma professora e marcamos para ele fazer uma aula. Ele não tinha técnica, nunca tinha tido contato com o balé. Quando vi a reação da professora já comecei a chorar, porque ela entende e viu que ele realmente tem talento”, conta emocionada Andreia Monteiro, mãe de Caio.

Os passos de Caio no balé não pararam com a aula experimental. A professora, Rita Nascimento, trabalha na área há 25 anos e foi por meio do olhar dela, que Caio ganhou uma bolsa de estudos.

“O Caio tem um talento nato. Desde que eu o vi, em uma aula experimental, sabia que ele tinha condições de passar nesse teste que é muito difícil. Dos 14 pré-selecionados daqui de Rondônia, ele foi o único menino. Lá em Santa Catarina, ele concorreu com 100 bailarinos, para conquistar uma das 10 vagas”, diz Rita

Para arrecadar dinheiro para ida até Joinville a família vendeu feijoadas em Porto Velho. O outro valor, foi doado por uma instituição financeira da capital, que ficou sabendo da história de Caio e Mirela.

“A gente foi em um circo e estávamos assistindo o show, daí minha mãe recebeu a ligação e viu que eu tinha passado, a gente começou a comemorar e gritar no meio do espetáculo, todo mundo ficou olhando sem entender nada, mas a gente estava muito feliz, porque eu tinha conseguido passar”, lembra Caio.

 Mirela Amorim Leão estuda balé desde os dois anos  — Foto: Mirela Amorim/ Arquivo pessoal

Mirela Amorim Leão estuda balé desde os dois anos — Foto: Mirela Amorim/ Arquivo pessoal

Já Mirela Amorim diz que herdou o talento da mãe, que também é dançarina profissional. Para Mirela, que dividia com a mãe o sonho de entrar na escola Bolshoi, a sensação agora é de felicidade e honra por ser a primeira bailarina de Rondônia a entrar na escola russa, onde ficará durante 8 anos.

“A Mirela acompanhava a mãe dela nas aulas desde os 2 anos. Ela começou comigo aos 4 anos de idade e já percebemos que ela estava dentro do biótipo” diz a professora de balé, Edcléia.

Agora, os novos alunos deverão se apresentar em janeiro em Joinville. Eles permanecerão durante os próximos oito anos aprendendo balé. Fora a ansiedade com a mudança de vida, os novos bailarinos da Bolshoi dizem que tudo se resume em felicidade.

“Eu estou muito feliz e queria dizer para as pessoas, buscarem o sonho delas e não deixarem seus sonhos guardados. Eu comecei e não sabia de nada, agora eu sei fazer um monte de passos e passei. Eu vou ficar lá e vou sair um bailarino profissional”, diz Caio.

*Estagiária Cássia Firmino sob supersivão de Ana Kézia Gomes

Fonte: G1/Porto Velho

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