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24 de maio, Dia da Infantaria

Em 24 de maio, comemora-se o Dia da Arma de Infantaria do Exército Brasileiro. A Infantaria é uma
tropa disciplinada, que emprega o fogo, o movimento e o combate aproximado em suas ações, tornando-se
a peça base para manobras decisivas, nos diversos teatros de operações.
A história da Infantaria, no contexto mundial, é quase tão antiga quanto à da própria guerra. Em
situações de conflito, os exércitos da antiguidade empregavam o combate corpo a corpo e alguns armamentos,
como espadas e bastões. A infantaria, caracterizada como uma massa organizada, ficou evidenciada pelos
gregos e romanos, que viram a necessidade de criar fileiras capazes de impor, com disciplina e coesão, a força
e o poder de combate ao inimigo.

Os gregos mostraram o poder da falange, fração empregada em formação retangular e compacta,
utilizando-se de escudos para proteção e lanças para o ataque. A falange permitia uma ofensiva forte e
organizada, facilitando o comando dos homens para um mesmo objetivo. A legião romana, por sua vez,
impressionava, ainda mais, pela sua capacidade de organização diante do conflito, pois era dividida em
subgrupos. Sua estratégia e sua disciplina influenciam exércitos do mundo inteiro até os dias de hoje, já que
deixaram muitos ensinamentos importantes sobre a arte da guerra.

No Brasil, sua história confunde-se com a de seu Patrono, o Brigadeiro Antônio de Sampaio, que derramou
seu sangue no campo de batalha, cumprindo, ao lado de seus homens, o dever de defender os interesses da
Pátria. Nascido em 24 de maio de 1810, em Tamboril, próximo a Fortaleza, o Brigadeiro Sampaio, filho de
Antônio Ferreira de Sampaio e Antônia Xavier de Araújo, alistou-se voluntariamente como praça, quando tinha
20 anos, e alcançou, por mérito, todos os postos de sua carreira.

Durante a Guerra da Tríplice Aliança, o Brigadeiro Sampaio comandou a 3ª Divisão do Exército Imperial,
a Divisão Encouraçada. Três batalhões de renome a compunham: o Batalhão Vanguardeiro, assim chamado
por ir à frente nas marchas para o combate; o Batalhão Treme-Terra, conhecido por fazer o chão estremecer
quando marchava e atacava; e o Batalhão Arranca-Toco, pois dizia-se, à época, uma anta de floresta, que
resistia aos seus embates e, com os pés nus e robustos, passava incólume sobre espinhos, tremedais, pedras
cortantes e abrasadas pelo sol de verão.

Durante a maior batalha campal da América do Sul, a Batalha de Tuiuti, o Brigadeiro sofreu três
ferimentos, falecendo no dia 6 de julho de 1866, a bordo do vapor Eponina, que seguia para Buenos Aires.
Por seus grandes feitos e por seu exemplo de perseverança, comprometimento com a missão e dedicação, Antônio de Sampaio foi escolhido Patrono da Infantaria, e o dia de seu nascimento passou a ser também o Dia
da Rainha dos Campos de Batalha.

Devido às exigências do combate nos dias atuais, viu-se a necessidade de especializar a tropa nos
diversos ambientes operacionais brasileiros. Assim, a Infantaria foi dividida em tipos capacitados a combater
com o emprego de diferentes técnicas e equipamentos, como a paraquedista, a motorizada, a de montanha,
a de selva e a blindada. O emprego da Infantaria especializada, juntamente com a Cavalaria, a Artilharia, a
Engenharia, a Intendência, as Comunicações e o Material Bélico, garante ao Exército uma atuação efetiva na
missão de defender o território nacional e garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem.

Os conflitos atuais apontam para um novo cenário em que o combate se dá em amplo espectro.
Novas circunstâncias surgem e caracterizam o campo de batalha, exigindo, cada vez mais, a preparação e
o conhecimento da tropa. Essa demanda tem sido atendida prontamente pela Infantaria, ao implementar,
desde a formação de seus oficiais, uma nova mentalidade, alinhada à evolução do combate, por meio do uso
de equipamentos e tecnologias mais modernos e eficientes. A tropa mostra-se capacitada e flexível às novas
exigências, sem perder o espírito guerreiro e audaz do infante de Sampaio.

Um conceito em implantação no Exército Brasileiro, que bem evidencia a adaptabilidade da Infantaria,
é o aparelhamento da tropa mecanizada, utilizando a viatura de transporte de pessoal Guarani, que fornece
mobilidade e proteção blindada à tropa e permite que essa seja levada diretamente para onde é mais
necessária. A doutrina mecanizada ainda está em experimentação, mas tem se mostrado bastante promissora,
acrescentando à Infantaria mais uma forma de combater.

Passado, presente e futuro transmitem a todos as glórias, os feitos e as esperanças de uma Arma
sempre presente nos campos de batalha, atuante nos tempos de paz e decisiva nos momentos de conflito. O
espírito do Brigadeiro Antônio de Sampaio eleva-se no coração de cada um. Os infantes de ontem e de hoje se
congraçam no Dia da Rainha das Armas, 24 de maio, na certeza de que os valores, tão bem evidenciados por
seu Patrono, jamais morrerão no coração de um verdadeiro Soldado de Infantaria.

Exército do Brasil

Fonte: A Pérola do Mamoré

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