Suspeito de matar médico em União Bandeirantes se entrega à polícia em RO

Gabriela Cabral, Rede Amazônica

Vítima foi encontrada inconsciente no estacionamento de posto de saúde. Até o momento as investigações apontam que latrocínio é a principal motivação do crime.

A Polícia Civil informou nesta sexta-feira (4) que o suspeito de matar o médico Roberval Ferraz de Lima, de 51 anos, em União Bandeirantes se entregou à Polícia Civil. As investigações apontam que o latrocínio é a principal motivação do crime. O médico foi encontrado inconsciente no estacionamento do posto de saúde em que trabalhava no dia 14 de dezembro de 2018.

O delegado responsável pelo caso, Vinicius Lucena, declarou que conseguiu chegar ao suspeito com apoio da Polícia Militar (PM). No distrito de União Bandeirantes, testemunhas informaram que o suspeito estava no mesmo local em que a vítima foi vista viva pela última vez.

Diante disso, a PM também começou a receber denúncias. Elas foram checadas e os políciais encontraram, em uma residência do distrito, roupas que teriam sido usadas pelo suspeito.

“A partir desse momento os trabalhos se intensificaram e foi localizada uma pessoa que identificou o suspeito como sendo aquele que usava aquela roupa momentos antes do crime, flagrado inclusive pelo sistema de monitoramento de uma loja perto do local onde a vítima foi encontrada. Então nós conseguimos identificá-lo, fomos até a residência dele, mas não o encontramos lá”, disse Vinicius.

Para a Polícia Civil, até o momento, o crime indica motivação financeira, uma vez que foi comprovado por testemunhas que a vítima estava com grande quantia em dinheiro.

O suspeito, que não teve a identidade divulgada, possui um pedido de prisão em seu nome já que se evadiu do local e mesmo após receber a intimação por parte de familiares não compareceu a delegacia.

Latrocínio

O médico foi encontrado inconsciente no estacionamento da unidade de saúde em que trabalhava em União Bandeirantes no dia 14 de dezembro de 2018. Devido aos ferimentos, foi encaminhado para o Hospital João Paulo II na capital, em estado gravíssimo. Ele não resistiu e faleceu no dia 20 do mesmo mês.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima foi encontrada pelo motorista da ambulância do posto de saúde com três cortes na parte de trás da cabeça e um na órbita do olho. O motorista pediu ajuda a equipe médica de plantão que socorreu o médico.

A Polícia Militar (PM) foi acionada e encontrou no local do crime um pedaço de madeira, que possivelmente seria a arma utilizada na agressão.

De acordo com as investigações, o médico mora em frente ao posto de saúde e estava de folga.

A PM se deslocou ao apartamento da vítima e, ao chegar nos fundos do terreno, encontrou a porta aberta e a torneira do banheiro ligada. O interior do apartamento estava revirado e jogado no chão foi encontrado o celular do médico.

No trajeto que liga a casa da vítima e o posto de saúde haviam vários vestígios de fuga. Com isso, a polícia acredita que a agressão começou no apartamento e a vítima correu em direção à unidade de saúde para pedir ajuda.

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