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“PLANETA FOME”: A ANIMAÇÃO RONDONIENSE QUE ESCANCARA A CRUELDADE DA MISÉRIA

Filme inspirado na fila dos ossos estreia em abril e promete impactar o público


E se a fome fosse um sistema? Se a miséria não fosse um acidente, mas um projeto? “Planeta Fome” não é apenas um filme – é um grito. A animação rondoniense dirigida por Édier William parte de um dos episódios mais chocantes da história recente do Brasil: a fila dos ossos, onde famílias inteiras disputavam restos descartados por açougues para matar a fome durante a pandemia.

Agora, essa história ganha vida (e impacto) através da animação, um formato que, longe de suavizar a narrativa, a torna ainda mais brutal e inesquecível.

“NÃO QUERO QUE AS PESSOAS APENAS ASSISTAM, QUERO QUE ELAS SINTAM”

A trama acompanha Ivani, uma mãe solo que perde o emprego e, junto com seu filho Lucca, de apenas 8 anos, é empurrada para a miséria. O que começa como uma luta diária por trabalho e dignidade se transforma em uma jornada de desesperança, onde, dia após dia, mãe e filho perdem tudo: o lar, os móveis, as refeições, até restarem apenas um ao outro.

“Eu queria que o filme doesse. Que quem assistisse saísse com um nó na garganta. A fome não pode ser ignorada, e eu não quero que essa obra passe despercebida”, afirma Édier William, diretor e roteirista do filme.

O roteirista ainda diz que “A fila dos ossos não é ficção. Ela aconteceu e vai continuar acontecendo se a gente não falar sobre isso. Esse filme é um lembrete incômodo da realidade que muitos preferem não ver.”

TRILHA SONORA: DA AMAZÔNIA AO SILÊNCIO DA FOME

“Planeta Fome”, que se passa em 2125, tem uma trilha sonora que é uma peça fundamental da experiência sensorial do filme. Criada por Tullio Nunes, a composição inicia com sons amazônicos, evocando uma conexão entre o planeta e a natureza, mas na primeira cena em que a cidade cinza se manifesta na tela, os instrumentos que remetem à floresta desaparecem, sendo suprimidos por uma ambientação sonora opressiva e minimalista.

Segundo Édier William essa abordagem sonora faz com que a fome seja sentida não apenas pela imagem, mas também por todos os elementos inseridos dentro da obra.

O CINEMA RONDONIENSE

O filme foi realizado por meio do Edital 001/2023 – Funcultural, Lei Paulo Gustavo, criado para apoiar artistas do audiovisual após o impacto da pandemia. Para Édier, “Planeta Fome” é uma oportunidade de contribuir significamente para o desenvolvimento da sétima arte em Rondônia.

“O audiovisual rondoniense está vivendo um momento incrível. Produzir esse filme aqui, com a nossa identidade é motivo de muito orgulho. ‘Planeta Fome’ não é só um filme, é um manifesto.”

Com um tema tão urgente e uma abordagem artística delicada “Planeta Fome” promete ser uma animação impactantes.

SERVIÇO:

Exibição

Data: 15 de abril de 2025
Horário: 20h
Local: Espaço Tapiri: Cinema da Floresta – Rua Franklin Tavares, 1353, Porto Velho-RO
Entrada gratuita

Sobre o filme

Título: “Planeta Fome”
Gênero: Drama, Animação
Roteiro e Direção: Édier William
Direção de Arte e Animação: Luan Ott
Direção de Produção: Sabrina Bandeira
Trilha Sonora: Tullio Nunes
Produção: Zenital Produções
Duração: 15 minutos
Projeto contemplado no Edital 001/2023 – Funcultural, Lei Paulo Gustavo


Edmilson Braga - DRT 1164

Edmilson Braga Barroso, Militar do EB R/1, formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Rondônia e Pós-graduado em Gestão Pública pela Universidade Aberta do Brasil.

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