Ponte Brasil-Bolívia: O Gigante sobre o Mamoré que Promete Transformar a Economia de Guajará-Mirim
Com avanços no cronograma, a obra é vista como o divisor de águas para o comércio binacional e o fim do isolamento logístico da "Pérola do Mamoré".

O Futuro da Fronteira.
GUAJARÁ-MIRIM – O que por décadas foi apenas um sonho desenhado em tratados diplomáticos está, enfim, ganhando contornos de realidade. A construção da Ponte Internacional sobre o Rio Mamoré, ligando Guajará-Mirim (Brasil) a Guayaramerín (Bolívia), não é apenas uma obra de engenharia; é a promessa de uma nova era econômica para a região rondoniense.
O Fim da Dependência das Balsas
Atualmente, o fluxo de pessoas e mercadorias depende exclusivamente do serviço de balsas e voadeiras. Com a conclusão da ponte, espera-se uma redução drástica nos custos de logística e no tempo de travessia. “A ponte vai integrar o Atlântico ao Pacífico de forma definitiva por este corredor”, afirmam especialistas em logística.
Impactos no Comércio Local
Para o empresariado de Guajará-Mirim, a expectativa é de que a cidade deixe de ser um “ponto final” de linha para se tornar um entreposto comercial vibrante. Os principais setores beneficiados devem ser:
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Exportação de Grãos e Carne: Facilitação do escoamento para os portos andinos.
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Turismo de Compras: Aumento do fluxo de turistas brasileiros e bolivianos que circulam pela fronteira.
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Serviços: Expansão de hotéis, restaurantes e postos de combustíveis.
Desafios e Fiscalização
Apesar do otimismo, a população e as autoridades locais alertam para a necessidade de investimentos paralelos em segurança pública e infraestrutura urbana. Com o aumento do tráfego de carretas, a manutenção da BR-425 torna-se ainda mais urgente para garantir que o progresso não traga apenas peso, mas também desenvolvimento.
“A Pérola do Mamoré está pronta para brilhar novamente, mas precisamos que o poder público acompanhe o ritmo dessa obra com investimentos na nossa cidade”, afirma um morador local.





