Heróis de duas pátrias contra o nazismo
Por: Lúcio Albuquerque, repórter
Dois homens, holandeses, e uma mulher, francesa. Os três, com certeza, trouxeram suas feridas de guerra, fossem marcas físicas ou não. Dois deles eram irmãos.
Com certeza outros mais, que lutaram contra o nazismo na II Guerra Mundial, por razões diversas vieram morar em Rondônia. Nos três casos, se confiavam no interlocutor, contavam suas histórias
Os dois irmãos eram holandeses que se instalaram com uma banca de revistas na Praça “Jonathas Pedrosa”, quase em frente ao jornal “Alto Madeira”, onde eu trabalhava. Quem deve se lembrar bem deles é o jornalista Montezuma Cruz.
Na época eu sempre parava para conversar com os dois irmãos, e uma vez, depois de ter ganho sua confiança, eles começaram a contar suas histórias, na Holanda ocupada, e que diziam terem sido presos num campo de concentração.
Nesses casos sempre um deles ficava na porta, enquanto o outro mostrava suas memórias num pequeno balcão, dentro da banca, mas só entendi a razão dessa ação de “sentinela”, muito tempo depois, uma manhã em que um deles entrou esbaforido na redação do jornal, repetindo seguidamente: “Ele está ali, ele está ali”.
Sem entender quem seria o “ele”, “seu” João Tavares, nosso editor, saiu e voltou dizendo que era o alemão. No caso, um ex-sargento do Afrika Korps que depois da Guerra veio para Porto Velho, onde se instalou num sítio na BR-364 sentido Jacy-Paraná, e que desapareceu da cidade no início da década de 1980.
Os irmãos tinham medalhas e diplomas, estes assinados pela rainha Guilhermina, por suas participações na guerrilha antialemã.
Dia 15, a heroína francesa, madame Jaqueline






