EXTRATIVISTAS DO OURO PRETO REÚNEM PARA DEFINIR SOBRE VENDA DE CARBONO

As 13 comunidades localizadas ao longo de toda a extensão da Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto, no município de Guajará-Mirim, reúnem nesta quinta-feira, 23, nas dependências do Barracão do Pompeu, localizado na margem esquerda do rio Ouro Preto, distante cerca de 45km da sede do município.
Segundo um dos líderes do movimento extrativista, José Avilhaneda Amontari, Primeiro Secretário da Associação dos Seringueiros da Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto – ASROP, a reunião definirá sobre a aceitação ou não da proposta apresentada pela empresa ARCA, que juntamente com a empresa Permeia Brasil se credenciaram para participar dos trabalhos.
Ainda segundo Avilhaneda, a ARCA apresentou sua proposta para exploração do carbono da resex, mas os extrativistas decidiram não fechar compromisso de imediato, optando por aguardar a proposta da outra empresa, que acabou desistindo do negocio.
Avilhaneda acentua que a ARCA foi a responsável pela organização e cobertura dos gastos das reuniões realizadas, tudo para cumprir as normas legais que tratam sobre o assunto, exigências feitas pela Convenção Internacional do Trabalho, que determina a realização de Consulta Livre Prévia Informada – CLPI.
A reunião desta quinta, 23, será uma Assembleia Geral e definirá se as associações representativas das comunidades – ASROP e ASAEX – concordam em assinar o contrato com a ARCA, pois o assunto é de extrema importância para os povos da floresta, verdadeiros guardiões dess a imensa área da Amazônia Brasileira.
Avilhaneda ressalta a importância desse tema que poderá trazer novas fontes de renda para o povo extrativista, cujo luta diária pela sobrevivência é cheia de dificuldades e o poder público pouco ou em nada ajuda essas populações.
Fonte: A Pérola do Mamoré com texto do jornalista Aluizio da Silva (DRT-RO 0549) e fotos de José Avillaneda Amontari.





