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DUELO NA FRONTEIRA EM GUAJARÁ MIRIM


O Festival Folclórico Duelo na Fronteira é um dos maiores espetáculos culturais da Amazônia, realizado todo ano em Guajará-Mirim (RO), na fronteira com a Bolívia. Criado em 1995, ele celebra a tradição dos bois-bumbás, com a rivalidade saudável entre o Boi-Bumbá Malhadinho (azul, fundado em 1986 como projeto social) e o Boi-Bumbá Flor do Campo (vermelho e branco, de 1981). O evento mistura folclore indígena e caboclo, com toadas, danças, lendas do boi, alegorias gigantes e narrativas teatrais que homenageiam a cultura amazônica, a preservação da floresta e as raízes regionais. São avaliados 21 itens, como criatividade, indumentária, coreografia e evolução, por jurados oficiais. Além das apresentações principais, há exposições de artesanato, shows e atrações para o público, que lota o Bumbódromo Márcio Paz Manacho – capacidade para milhares de pessoas.

A edição de 2025, organizada pelo Governo de Rondônia via Sejucel em parceria com a prefeitura e a Associação Cultural Waraji, vai de 12 a 17 de novembro e reforça a identidade cultural do estado. O tema geral celebra a herança amazônica, com foco em sustentabilidade e tradição. Até agora, o festival já emocionou o público:14 de novembro (1ª noite): Abriu com o Boi Malhadinho Mirim, trazendo a energia das crianças em coreografias vibrantes e personagens folclóricos, destacando a renovação cultural. Em seguida, o Boi Malhadinho Adulto apresentou o enredo “Somos Amazônidas”, em busca do tricampeonato (após vitórias em 2023 e 2024), com toadas tradicionais e evoluções marcantes. Uma chuva forte interrompeu a apresentação adulta, mas o comitê manteve as notas atribuídas e aplicou as do rival para itens não julgados, garantindo transparência. O público ficou firme, mostrando o amor pela tradição, apesar do tempo. 15 de novembro (2ª noite): Foi a vez do Boi Flor do Campo Mirim abrir, com jovens perpetuando o legado do boi-bumbá. O adulto brilhou com o enredo “Clamor – o Lamento da Floresta”, uma denúncia à devastação amazônica (queimadas, desmatamento, garimpo), apelando pela preservação e homenageando povos indígenas como os Karipuna, seringueiros e figuras como Chico Mendes. Destaques incluem alegorias como a xauara (símbolo de destruição), animais da fauna (arara, gavião-real, garça), a serpente mística e coreografias de renascimento florestal, com a toada “O Clamor da Floresta” de Leonardo Pantoja. Cerca de 300 brincantes entraram na arena após as 23h, sob tambores intensos, emocionando a torcida vermelha e transformando o bumbódromo em um “território sagrado”. Mensagens como “A floresta vale mais de pé do que deitada” ecoaram forte.

Hoje, 16 de novembro, é o dia do grande duelo: o Boi Flor do Campo abre a noite (por volta das 20h, após solenidades), seguido pelo Boi Malhadinho fechando o espetáculo (cerca de 21h-23h). A expectativa está alta para o confronto direto, com as torcidas rivais vibrando nas arquibancadas. Como o evento rola até tarde, os resultados finais e o anúncio do campeão devem sair amanhã (17), na noite de encerramento com premiações. Milhares de pessoas já passaram por lá, e a cobertura ao vivo (como pela TV Alero) tem mostrado um festival cheio de cor, ritmo e emoção – perfeito pra quem ama a cultura rondoniense!


Edmilson Braga - DRT 1164

Edmilson Braga Barroso, Militar do EB R/1, formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Rondônia e Pós-graduado em Gestão Pública pela Universidade Aberta do Brasil.

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