GUAJARÁ-MIRIM PRECISA EXPLORAR O TURISMO RELIGIOSO
Por: Aluizio da Silva
O turismo religioso no Brasil movimenta cerca de R$ 15 bilhões por ano na economia, segundo o Ministério do Turismo. Esse é um segmento fundamental para o desenvolvimento econômico e a preservação da identidade cultural regional. Isto posto, seria de extrema importância que o Governo do Estado de Rondônia criasse, através de uma lei, a Rota do Turismo Religioso em Rondônia o que, naturalmente, beneficiaria em muito Guajará-Mirim. A iniciativa teria objetivo evidenciar pontos turísticos e culturais do estado, promovendo o desenvolvimento e o fortalecimento do turismo religioso.
O turismo religioso integra a fé, a identidade cultural. Está muito atrelado às questões culturais, à memória coletiva e ao desenvolvimento local. Ele não pode mercantilizar a fé, mas sim atuar como.ferramenta de valorização cultural, espiritual.
Guajará-Mirim era pra ser o.maior destino religioso de Rondônia dado seu enorme potencial, mas não está sabendo fazer e acontecer.
Festas religiosas como a do Divino Espírito Santo, sem dúvidas a mais atraente e movimentada de todas, de São Sebastião, comemorada com maior destaque para os festejos organizados todos os anos pelo servidor público federal aposentado e ex-vereador Francisco Mercado Qintão, de tradicional família do Vale do Guaporé, da festa de São Francisco, da de Nossa Senhora do Seringueiro, padroeira do município, e outras de menor repercussão, mas não menos importante em termos de fé e religiosidade.
O turismo religioso, culturalmente, ressalta que o segmento contribui para observação dos patrimônio s materiais e imateriais . Quanto à questão econômica, avalia que há alto potencial de geração de renda, movimentando cadeias produtivas como hospedagem, alimentarão, artesanato, transporte, comércio, serviço, além de reduzir também as questões de sazonalidade do turismo tradicional.
O turismo religioso é um instrumento valoroso para a economia, mas é um incremento valoroso também para a identidade cultural de um povo, que é o povo guajaramirense.
Que nossos governantes pensem no tema.
Administrador e Jornalista
Membro-Fundador da Academia Guajaramirense de Letras (AGL)
Filho de Guajará-Mirim e servidor público estadual aposentado.




